quinta-feira, junho 17, 2010

Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, considera o “Processo de Bolonha”uma fraude

Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, considera o “Processo de Bolonha”uma fraude e um grande negócio para Universidades e Institutos Superiores de Ensino.
Eu não considero o “Processo de Bolonha” uma fraude. O “Processo de Bolonha” visava uma harmonização do ensino superior (qualidade, semelhança de conteúdos e duração) no seio da União Europeia. No entanto, considero que a aplicação desse mesmo processo em Portugal representou um grande negócio para as Universidades e muito especialmente para os Institutos Superiores Universitários privados e uma fraude quase generalizada em relação à questão da “qualidade”.
As Universidades Portuguesas e os Institutos Superiores de Ensino, com excepções evidentemente, estão a ganhar rios de dinheiro e a produzir ignorantes em série. Transformaram, de qualquer maneira, licenciaturas que duravam 4 e 5 anos em licenciaturas que duram 3 anos, mantendo rigorosamente a mesma carga horária. Os estudantes destas mesmas licenciaturas, com as férias, semanas académicas e períodos de preparação para frequências e exames, têm, por ano, menos de seis meses de aulas, ou seja acabam “licenciados” com menos de 18 meses de aulas. Isto é um escândalo a que se deve acrescentar a forma absolutamente leviana como essas mesmas Universidades e Institutos Superiores de Ensino estão a gerir as "facilidades" para os “maiores de 23 anos”.
As Universidades e os Institutos Superiores de Ensino, na sua maioria, sobretudos os privados, estão transformados em máquinas de fazer de dinheiro, num negócio que está a gerar lucros obscenos à custa das expectativas dos mais jovens. É o Portugal "à la Socrates".